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PROVAS CIENTÍFICAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO?

Categories: Blog,Estudos e Ministrações,Teologia

Aspectos relevantes a respeito da historicidade dos relatos bíblicos da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

O cristianismo é a maior religião do mundo e seus fiéis se multiplicam em número extraordinário diariamente em todas as partes do mundo.

Uma religião nascida em Israel, há dois milênios, que se expandiu rapidamente pelo Império Romano devido a diversos fatores decisivos e intitulados, pela Bíblia, por Plenitude dos Tempos, conforme Efésios 1:10, mas que contou com o maior dos fatos, divisor de águas, chamado Ressurreição de Cristo.

O maior dogma da cristandade é, sem dúvida, a morte e a ressurreição de Jesus, ocorridos na década de 30 em Jerusalém, Israel.A matéria da revista Veja de 3 de Abril de 2015, sob o título “Ressurreição:

“O grande dogma do cristianismo” afirma que a “ideia (da ressurreição) se fortalece com a passagem dos milênios”

O texto ainda diz que “a ideia da ressurreição foi a faísca do cristianismo” referindo-se ao fato de que este foi o principal motivador do crescimento da fé em Cristo.

Tudo isto, somado a um grupo de 11 homens, chamados apóstolos, e centenas de outros, fizeram com que metade do mundo conhecido na época se convertesse em apenas 200 anos. Todos eles foram homens e mulheres simples, pescadores, cobradores de impostos, donas de casa, empresários, entre outras pessoas comuns, que pregaram esse evangelho em troca de algo nada novo e – inclusive doando suas vidas em estacas, cruzes e outras mortes terríveis – que toda a humanidade considera o maior enigma de todos os tempos, A Vida Após a Morte.

Todas as religiões do mundo têm seus túmulos importantes a serem visitados, de seus maiores líderes e/ou fundadores que já morreram e, naqueles lugares estão sepultados. O cristianismo, no entanto, não tem um “Corpo de Cristo” para ser visitado e receber flores.

A morte de Jesus salvou a humanidade do pecado, mas a sua ressurreição construiu o maior paradigma que a ciência já pode enfrentar: pode alguém ressuscitar de entre os mortos?

Contudo, seria a ressurreição de Jesus Cristo verdade? É um fato?

Erroneamente o filósofo Ernst Bloch considera que o sucesso do cristianismo está mais conectado à promessa de vida eterna do que à moralidade do Sermão da Montanha. Um pouco de falta de alteridade pode fazer com que qualquer pessoa cometa um erro de observação como estes, pois o sermão da montanha não é apenas uma conjunto de textos que fala da moral humana, mas sim de um modo de vida que, para ser seguido, exige completo desprendimento de amores terrenos, algo para um defunto ou alguém que conheceu a morte e voltou.O Sermão da Montanha apresenta requisitos para quem quer viver a vida de Cristo. Desta forma, quem acertou ao falar da ressurreição de Cristo relacionada ao crescimento do Cristianismo foi o Apóstolo Paulo, que o estabelece como fundamento histórico para o sucesso ou fracasso do cristianismo, conforme 1 Co 15.14:

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”.

Como podemos então saber se Cristo realmente ressuscitou? Para responder a esta pergunta, precisamos nos fazer outras semelhantes:

1. Jesus Existiu?

Existem centenas de documentos escritos na época de Cristo que referenciam a sua existência. Um importante documento chamado “Antiguidades dos Judeus”, de Flávio Josefo, notório historiador judeu, que não foi cristão, fala de Jesus e Tiago, seu irmão, como pessoas importantes entre 30 e 60 d.C.

2. Outras pessoas, contemporâneos de Jesus, morreram e tiveram seus túmulos encontrados?

Em reportagem, a Revista Época, no link http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR53166–6010,00.html, trás à tona uma recente descoberta, importantíssima para este caso: A Urna Mortuária de Tiago, irmão de Jesus. O objeto foi encontrado em escavações na cidade de Jerusalém com as seguintes inscrições:

“Tiago, filho de José, irmão de Jesus”.

Na mesma matéria são mencionadas outras importantes descobertas: uma laje com as inscrições:

“Poncio Pilatos, governador da Judéia, dedicou ao povo de Cesaréia um templo em homenagem a Tibério” .

ALÉM DISSO, ainda menciona a câmara funerária de Caifás, Sumo Sacerdote de Jerusalém. Ambos foram atores protagonistas no julgamento de Jesus onde Caifás acusa Cristo perante Pilatos.

Leia o relato de Mateus 26:57 e 27:1 e 2:

“E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos… Ao romper o dia, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem; e, amarrando-o, levaram-no e o entregaram ao governador Pilatos”.

Dias antes de ser preso, Jesus predisse a sua morte e ressurreição e ainda falou com detalhe a respeito do que estava por acontecer: Mateus 20:17–19 – 

“Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze e, em caminho, lhes disse: Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressurgirá”.

3. Existem fatos históricos que comprovam a narração dos evangelhos?

Os romanos realmente crucificavam criminoso na época de Jesus, inclusive por crimes considerados de menor gravidade que o de Cristo.Além disso, nos dias atuais é possível visitar lugares importantes como a Via Crucis, Fortaleza Antônia, Sinédrio, Gólgota, entre outros, em Jerusalém, que provam os acontecimentos narrados.

4. Tem testemunhas?

Não apenas testemunhas, testemunhas oculares narraram que viram Jesus vivo, após ter sido executado e sepultado.

O método mais comum que vem sido usado para tentar dar descrédito às testemunhas é afirmar que todos eles não passavam de fanáticos. É certo, porém, que tal método não me parece muito imparcial, tampouco digno de crédito acadêmico uma vez que o historiador deve munir-se de conhecimento testemunhal, que é material historiográfico válido, quando não dispõem de objetos históricos como, por exemplo, fotografias, filmagens ou outros objetos de igual teor, como foi com o caso do assassinato do presidente americano John F. kennedy.

Veja uma lista de testemunhas oculares que podem ser encontradas nas Escrituras:

  • Maria Madalena; João 20:11–18, Marcos 16:9
  • Outras mulheres: Mateus 28:8–10
  • Pedro: Lucas 24:34
  • Dois discípulos no caminho para Emaús: Lucas 24:13–35
  • Dez discípulos: Lucas 24:36–43, João 20:19–24
  • Os 11 Apóstolos: João 20:24–29
  • Sete discípulos no Mar da Galileia: João 21:1–23
  • Quinhentas pessoas: 1 Co 15:6
  • Tiago: 1 Co 15:7
  • Os 11 apóstolos e mais outros na Ascensão: Atos 1:3–12
  • Paulo: Atos 9:3–8
  • João: Apocalipse 1:12–18

O número exato é difícil de calcular pois, em alguns textos, não são mencionadas as quantidades, mas estimamos um número aproximado de 650 pessoas. Um número considerado suficiente para justificar o motivo pelo qual a notícia se espalhou rapidamente pelo império romano.O Dr. Simon Greenleaf, desenvolvedor da Faculdade de Direito de Harvard, e escritor de ”Law of Evidence”, “Lei da Evidência”, analisou profundamente os quatro evangelhos em seu livro “The Testimony os the Evangelists “, “O Testemunho dos Evangelistas” através das “Regras de Provas Administradas nos Tribunais de Justiça”, e concluiu que: 

“É impossível que eles pudessem ter persistido na afirmação daquilo que narraram, se Jesus não tivesse realmente ressuscitado…”

5. Mas os livros da Bíblia são válidos e confiáveis? Não foram alterados? Os livros e cartas escritos são documentos históricos válidos?

Vimos que Jesus realmente existiu e, pela lógica, ele também morreu, quanto a isso não restam dúvidas e este fato, por si só, já dá credibilidade ao texto que narra a sua morte e ressurreição.

Para reconhecer a veracidade de um texto histórico e seu valor cientifico, precisamos analisar cuidadosamente o intervalo de tempo que existe entre a sua primeira cópia original e o seu mais antigo manuscrito encontrado. Ou seja, Quanto maior o intervalo de tempo entre o original e o manuscrito, maior a probabilidade daquele fato não ser verdade ou, pelo menos, ter sofrido alterações.Este é mais uma aspecto onde a Bíblia se mostra um documento sério. Veja na relação abaixo a comparação entre manuscritos bíblicos e outros documentos famosos:

  • Livro Guerras, de César: Original data de 58 a.C., Manuscrito que prova veracidade data de 850 d.C., 900 anos depois.
  • Livro Histórias, de Heródoto: Original data de 488–428 a.C., Manuscrito que prova veracidade data de 850 a.C., 1300 anos depois.
  • Tetralogia, de Platão: Original data de 427–347 a.C., Manuscrito que prova sua veracidade data de 900 d.C., 1250 anos depois.
  • Evangelho de João: Original data de 85 d.C., Manuscrito que prova sua veracidade data de 125 d.C., 30 anos depois.
  • Novo Testamento completo, de Cherter Papyri: Original data de 45–95 d.C., Manuscrito que prova a sua veracidade data de 150 d.C., 55 anos depois.

Agora que sabemos também que Jesus realmente morreu, foi sepultado e ressuscitou, torna-se importante lembrar que, conforme a narração dos evangelhos, há ainda uma possível narração a respeito da ressurreição de Cristo que não foi feita por nenhum do discípulos, mas por soldados romanos.

Essa é uma problemática muito séria, uma vez que derruba completamente os argumentos de que o corpo de Jesus fora roubado pelos discípulos durante a noite.

A narração Bíblica afirma que um destacamento de soldados romanos esteve guardando a sepultura durante os dias em que o seu corpo esteve ali depositado. Leia o texto de Mateus 27:62–66:

“62 No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, 63 disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei. 64 Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. 65 Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. 66 Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.”

Observe que o sepulcro foi, de fato, bem guardado. Haviam dois grupo que poderiam estar interessados em manter Jesus naquela gruta, o Sinédrio e os próprios romanos. Assim sendo, nenhum outro grupo tinha poderes para enfrentar uma escolta de soldados bem capacitamos, como aqueles, muito menos o simples é pequeno grupo de apóstolos, que hora estava reduzido ao número de onze homens.Porém, conforme Mateus 28:1–4, há um relato que descreve algo fascinante.

“1 No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. 3 O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. 4 E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos. 5 Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado.”

No primeiro versículo, Mateus, narra a respeito de duas mulheres indo visitar o sepulcro. Certamente elas foram para ficar à porta, já que não poderiam entrar por causa dos guardas romanos. Mas logo no versículo seguinte existe uma descrição interessante de um fato ocorrido horas antes que, fazendo uma leitura do texto corrido, pode nos faltar entendimento. Tal descrição afirma que um anjo havia descido do Céu, abriu o sepulcro rolando a pedra que o fechava, menciona o seu aspecto físico e ainda fala da fuga dos soldados.

A narração lida pode ter sido feita pelos próprios soldados aos discípulos, posteriormente, ou ainda ter se tornado uma história comum na cidade, chegando, dias depois, ao conhecimento dos apóstolos e demais seguidores de Cristo.

Os únicos fatos que podem ser contestados são os que não podem ser observados cientificamente por se tratarem de fé. No entanto, fé não falta a nenhum cientista.Podemos verificar esse fenômeno, a Fé Científica, observando a lista abaixo, que apresenta Teorias consideradas verdades absolutas, mas que não podem ser experimentadas em laboratório.

  • Dinossauros viveram há 65 milhões de anos. Prova? Carbono 14. Problema? Não podem ser reproduzidas reais condições de temperatura e pressão da suposta época.
  • O universo teve início com o Big Bang. Prova? Nenhuma. Problema? Não pode ser observado/simulado.
  • O homem evoluiu do macaco. Prova? Nenhuma. Problema? Nunca foi encontrada a última espécie de macaco antes do Homo Sapiens.
  • Toda a vida na terra evoluiu da água. Prova? Nenhuma. Problema? Impossível de ser simulado em laboratório.

Para acreditar nos relatos, testemunhas oculares e documentos, que afirmam que Cristo ressuscitou, não é necessário ter mais fé do que para acreditar que Napoleão Bonaparte, mesmo após ter sido derrotado e exilado na ilha de Elba, retornou e conseguiu destruir o exército britânico de Duque Wellington.

A vitória de Cristo, ressurgindo de entre os mortos, é um evento tão fantástico quanto histórico e pode ser perfeitamente observado através de todos os fatos apresentados.

A depreciação de todas as coisas neste planeta é conhecida, na Física, através da lei da termodinâmica, a lei da entropia crescente, na qual todas as coisas estão em desordem, queda e acabam morrendo, desaparecendo ou se transformando. A Bíblia aborda este mesmo tema em 1 João 5:19 –

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.”

A palavra grega que foi traduzida por Jaz, idioma originalmente usado no Novo Testamento, é Poneros, que significa aquilo que está cansado, corrompido.

Milhões de pessoas já viveram sobre a Terra, algumas ressuscitaram, mas depois voltaram a morrer. No entanto Jesus é a única pessoa que passou por todas as fases da vida, do nascimento à morte, ressuscitou e não voltou a morrer.

Entrevistando alguns cristãos e questionando a respeito dos motivos de sua fé na ressurreição de Jesus, todos foram unânimes em um aspecto: está escrito na Bíblia!

Esta frase não reflete somente a crença em um fato acontecido e relatado apenas no Novo Testamento, mas a algo que já havia sido profetizado em diversos livros veterotestamentários como, por exemplo, Isaías 7:14, 9:6 e 53:3–7, Miqueias 5:2, Zacarias 9:9 e 12:10 e Salmo 22:16–18.A promessa de um próximo retorno de Cristo, tem mantido o cristianismo vivo e os crentes em Jesus esperançosos há mais de dois mil anos, retorno este, não de um morto, mas de alguém que está vivo comprovadamente.

Por Guilherme Tavares

Author: Guilherme Tavares