Jihad Vs Cruzadas

Categories: Blog

O Que Foram Realmente As Cruzadas?

Por Dr. Peter Hammond

011018_jihad300

Os equívocos mais populares sobre as cruzadas são de que elas foram guerras agressivas de expansão lutadas por fanáticos religiosos, a fim de expulsar os muçulmanos de seus próprios países e forçá-los à se converterem ao cristianismo. Aqueles que realmente acreditam em qualquer desses conceitos demonstram sua ignorância da história.

UMA REAÇÃO À JIHAD

Os cruzados reagiram contra mais de quatro séculos de incessantes Jihads islâmicas (guerra santa), que já haviam matado mais de 50% de todos os cristãos do mundo e conquistado mais de 60% de todas os territórios cristãos – tudo isso antes da primeira cruzada acontecer. Muitas das cidades libertadas ainda eram mais de 90% cristãs, quando os cruzados chegaram. O Oriente Médio foi o berço do Cristianismo. Foram os cristãos que tinham sido conquistados e oprimidos pelos turcos seljúcidas. Muitas das cidades no Oriente Médio deram receberam os cruzados como libertadores.

Muito diferente da visão dos cruzados terem sido os agressores, foram os exércitos muçulmanos que espalharam o Islã da Arábia Saudita para todos os países cristãos do norte da África, Espanha e até mesmo na França, apenas um século após a morte de Maomé. Os exércitos muçulmanos saquearam e mataram em seu caminho algumas das maiores cidades cristãs no mundo, incluindo Alexandria, Cartago, Antioquia e Constantinopla. Esses invasores muçulmanos destruíram mais de 3.200 igrejas cristãs apenas nos primeiros 100 anos de islamismo.

GUERRA DE DEFESA

Como o professor Thomas Madden ressalta em “A Real História das Cruzadas”: “As campanhas das cruzadas no Oriente foram, em todos os sentidos, guerras defensivas. Elas foram uma resposta direta à agressão islâmica – uma tentativa de reagir e se defender contra as conquistas muçulmanas nas terras cristãs. Os cristãos no século 11 não eram fanáticos paranoicos. Os muçulmanos realmente os estavam atacando. O Islã nasceu pela guerra e cresceu dessa forma. Desde a época de Maomé, a forma de expansão muçulmana foi sempre pela espada. O cristianismo era a religião dominante do poder e da riqueza, e por isso o mundo cristão era um alvo principal dos primeiros califas, e iria permanecer dessa forma pelos líderes muçulmanos nos próximos mil anos. As cruzadas não foram outra coisa senão uma resposta para quatro séculos de conquistas, nas quais muçulmanos já haviam capturado mais de dois terços do mundo cristão”.

PENSANDO O IMPENSÁVEL

Como o jornal London Telegraph destaca: “Uma visão mais realista da história exige menos fantasia retrospectiva e mais trabalho cerebral. Significa que você deve forçar a tua visão para ver o que motivava homens e mulheres séculos atrás. Tente pensar o impensável – que os cruzados estavam certos, e que deveríamos ser gratos a eles.”

AMOR CRISTÃO E AUTO-SACRIFÍCIO

O professor Jonathan Riley-Smith explica que as cruzadas foram um “ato de amor ao próximo”. Foram atos de misericórdia para reparar um mal terrível. Um líder da Igreja escreveu para os Cavaleiros Templários: “Você realizam em obras as Palavras do Evangelho”, que dizem “não existe maior amor do que este, ou seja, um homem dar a sua vida pelos seus amigos”.

O professor Riley-Smith ressalta que os objetivos das cruzadas foram, em primeiro lugar, para resgatar os cristãos do Oriente: “Muitos milhares de cristãos estão ligados à escravidão e aprisionados pelos muçulmanos e torturados de inúmeras formas, e em segundo lugar foi a libertação de Jerusalém e outros lugares sagrados. Os cruzados medievais viam-se como peregrinos, restaurando de volta ao Senhor Jesus Cristo, a Sua propriedade. “A conquista de Jerusalém pelos cruzados, portanto, não era colonialismo mas sim um ato de restauração e uma declaração aberta de amor à Deus. Muitas vezes, presume-se que o objetivo central das cruzadas foi a conversão à força do mundo muçulmano. Nada poderia estar tão distante da verdade. Do ponto de vista dos cristãos medievais, os muçulmanos eram os inimigos de Cristo e Sua Igreja. Era tarefa dos cruzados derrotá-los e se defender deles. Foi isso. Os muçulmanos que viviam nos territórios conquistados pelos cruzados eram geralmente autorizados a manter seus bens, propriedades e meios de subsistência, e também sua religião.”

CONTRA TODAS AS PROBABILIDADES

Quando pensamos sobre a Idade Média, nós inevitavelmente vemos a Europa à luz do que ela se tornou em vez de como ela era. O fato é que a superpotência da era medieval era o Islã, e não a cristandade. As cruzadas foram uma guerra contra todas as probabilidades, com incrivel e imensamente distantes rotas de suprimento e a logística totalmente inadequada. Foi uma empreitada de Davi contra Golias desde o início. As chances de sucesso da primeira cruzada eram altamente improváveis. Eles não tinham um líder, nenhuma cadeia de comando, nem rotas de abastecimento e nenhuma estratégia detalhada. A primeira cruzada consistia simplesmente de milhares de guerreiros dedicados marchando para dentro do território inimigo, à milhares de quilômetros de casa. Muitos deles morreram de fome, doenças e ferimentos. Foi uma campanha duríssima que sempre esteve à beira de um desastre.

“No entanto, ela foi milagrosamente bem-sucedida. Por volta de 1098, os cruzados haviam restaurado Niceia e Antioquia ao controle cristão. E em julho de 1099 eles reconquistaram Jerusalém e começaram à construir um estado cristão na Palestina.”

UM JULGAMENTO DE DEUS

Quando Jerusalém foi conquistada por Saladino em 1187, os cristãos de toda Europa acharam que Deus os estava punindo por seus pecados. Inúmeros movimentos leigos surgiram em toda a Europa, dedicados à purificar a sociedade cristã de modo que ela pudesse tornar-se digna de uma vitória no Oriente.

O professor Madden, da Universidade St. Lewis, autor de “Uma História Concisa das Cruzadas” observou: “É fácil, muitos séculos depois, fazer cara-feia contra as cruzadas. Afinal de contas, religião nada mais é do que guerras. Mas devemos estar conscientes que os nossos antepassados medievais teriam ficado igualmente enojados com nossas guerras infinitamente mais destrutivas travadas em nome de ideologias políticas. Se nós admiramos os cruzados ou não, é fato que o mundo como conhecemos hoje não existiria sem os seus sacrifícios. A antiga fé cristã, com seu respeito pelas mulheres e oposição à escravidão, não só sobreviveu, mas floresceu.” Mas se não fosse pelos cruzados, a Europa provavelmente teria caído diante do Islã e o ocidente cristãos nunca teriam existido.

APRENDER À DISCERNIR

O Dr. Ted Baehr, do Movieguide, aconselha os telespectadores à serem “sábios o suficiente com a mídia, para rejeitar o revisionismo histórico. O problema é que as gerações futuras podem acabar aceitando essa propaganda anti-cristã “politicamente correta”.

MAOMÉ VERSUS CRISTO
Em seu artigo “Ódio, Revisionismo Histórico e Cristofobia no filme O Reino dos Céus”. O Dr. Ted Baehr mostra algumas diferenças entre Maomé e Jesus Cristo:

“Maomé foi o profeta da guerra, Jesus Cristo é o Príncipe da Paz”. (Isaías 9:6-7)

Os discípulos de Maomé mataram por sua fé, e os de Cristo morreram por sua fé. (Atos 12:2; 2 Tim. 4:7)

Maomé promoveu perseguições contra os “infiéis”, mas Cristo perdoou e converteu o chefe dos perseguidores. (1 Tim. 1:13-15)

Maomé foi um ceifador de vidas, mas Jesus foi o doador da vida. (João 10:27-28)

Maomé e seus guerreiros assassinaram muitas centenas de milhares, mas Cristo jamais matou alguém e salvou à muitos. (João 12:48)

O método de Maomé era a coerção, o de Cristo a conversão. (Atos 3:19)

Maomé pregava à força, Cristo pregou a Fé. (João 6:29, 35)

Maomé era um guerreiro, Cristo foi um libertador. (Col. 1:13; 1 Tess. 1:10)

Maomé dizia às multidões, “Convertam ou morram!”; Cristo dizia, “Creiam e vivam!” (João 6:47; 11:25-26)

Maomé derramava o sangue de outros (Rom. 3:15-17); Cristo derramou Seu próprio sangue para salvação de muitos. (Ef. 1:7)

Maomé pregava “Morte aos infiéis!”; Cristo pregava “Pai, perdoe-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34)

Maomé conclamou uma guerra santa (Jihad) contra os infiéis; Cristo alcançou uma vitória santa na Cruz do calvário (Col. 2:14-15) e Seus seguidores são participantes dessa vitória. (João 16:33)

Maomé constrangeu seu povo pela conquista, e Cristo constrangeu pelo amor. (2 Cor. 5:14)

Os terroristas modernos se inspiram em Maomé e cometem suas atrocidades horríveis em nome do seu deus, mas os cristãos se inspiram Naquele que disse, “Bem-aventurados são os pacificadores.” (Mateus 5:9)

Os discípulos de Maomé dos nossos dias celebram nas ruas, os ataques terroristas cometidos por islâmicos, mas os discípulos de Cristo dos dias de hoje lamentam profundamente pelas atrocidades cometidas no passado por aqueles que eram “cristãos” só de nome (parte dos cruzados, a inquisição espanhola, etc.).

Muitos muçulmanos são pacíficos e amantes da paz porque não seguem estritamente os ensinos do seu fundador. Muitos cristãos são pacíficos e amantes da paz porque seguem estritamente os ensinamentos de seu fundador. (Rom. 12:17-21)

Maomé convocou seus seguidores à guerra, já Jesus disse, “Meu Reino não é deste mundo. Se meu Reino fosse desse mundo, meus servos lutariam por ele…..mas agora meu Reino não é daqui.” (João 18:36)

Maomé ordenou a morte dos judeus (veja A. Guillaume, A Vida de Maomé, Oxford University Press [1975], pág. 369); Cristo ordenou que o Evangelho fosse pregado “primeiro aos judeus”. (Atos 1.8, Rom. 1:16)

O Corão diz, “Lutem contra os pagãos e matem-nos onde os acharem” (Qu’ran 9.5); Cristo disse, “Preguem o Evangelho à toda criatura.” (Marcos 16:15)

A missão de Maomé foi de conquistar o mundo para Alá, e a de Cristo de destruir o poder do pecado através de seu sacrifício em nosso lugar (2 Cor. 5:21; 1 Ped. 3:18).

Maomé declarou que há um só deus, Alá, mas Jesus disse que Ele era Deus. (João 10:30-31; João 8:58-59; João 5:18; João 14:9)

O túmulo de Maomé está OCUPADO! O túmulo de Cristo está VAZIO!

A JIHAD VS O EVANGELHO

A palavra “cruzada” não aparece na Bíblia e nem é um mandamento. No entanto a Jihad é o sexto pilar do islã e o segundo maior mandamento de Maomé. Ela não é recomendada, mas ordenada no Corão.

As cruzadas já terminaram à muitos séculos atrás. No entanto a Jihad Islâmica é realizada até hoje. Milhões de cristãos foram assassinados ao longo dos séculos por militantes islâmicos – como os 1,5 milhões de cristãos armênios assassinados na Turquia em 1915. Os cristãos continuam à ser abatidos por militantes islâmicos na Indonésia, Filipinas, Sudão, Síria, Iraque, Quênia e Nigéria até os dias atuais.

Portanto, antes dos cristãos acharem que devem pedir desculpas pelas cruzadas, que aliás já acabaram à mais de 700 anos, seria sensato primeiro aprender pesquisar fontes confiáveis sobre o que foram realmente as cruzadas, e estudar os ensinamentos islâmicos e históricos sobra a Jihad durante os últimos 14 séculos. O livro “A Escravidão, o Terrorismo e o Islã – As Raízes Históricas e a Ameaça Contemporânea”, proporcionaria uma boa introdução. Aqueles que não conhecem seu passado não tem futuro.

Para uma análise das distorções teológicas e históricas no épico de Ridley Scott, e a propaganda anti-cristã contra as cruzadas, veja: O Reino dos Céus – Uma Cruzada de Hollywood Contra o Cristianismo.

 

– Original: http://www.creationworldview.org/articles_view.asp?id=170#sthash.8ZVt47vB.dpuf

Author: eklesia

Deixe uma resposta